por Mario Rosa
Não pense, fotografe! Essa é a essência do movimento lomográfico que começou no início da década de 90 quando dois jovens austríacos, em uma viagem, descobriram uma pequena máquina analógica russa e saíram fotografando tudo, ao acaso. A cor, a luz e a qualidade das imagens impressionaram os jovens e logo a moda foi se espalhando pela Áustria e, depois, pelo mundo.
Em um contexto no qual as fotografias vêm perdendo a espontaneidade e ganhando cada vez mais pixels, a estética lomográfica subverte a sobriedade e entrega em um só pacote a criatividade, a diversão e a imaginação. As possibilidades são infinitas e os resultados, incertos. Mas essa é a graça: saber que a leveza e o descompromisso de uma foto casual têm o potencial de uma obra de arte, mesmo quando “sai errado”.
Este é exatamente o tema da primeira exposição que vamos inaugurar aqui na Tátil São Paulo para inspirar nossos amigos e parceiros: Lomo in Rio, do mestre lomográfico Jorge Sato.
De acordo com Sato, “Escolher o Rio para fazer um ensaio fotográfico foi uma decisão fácil, afinal, é a cidade maravilhosa que enche os olhos de qualquer expectador. Para fotógrafos, pode-se dizer que é o Paraíso.
É fato que o tema já foi explorado por muitos e a ideia original do projeto consiste exatamente em sair do lugar-comum. Em um primeiro momento, isso pode soar um tanto quanto contraditório e é neste contexto que a lomografia entra em ação. Essas pequenas e notáveis câmeras analógicas são conhecidas por serem tecnicamente limitadas, de resultados imprevisíveis e pela estética única. Em outras palavras, deixam um espaço ao acaso – com um pouco de imaginação, você tem o poder de criar realidades únicas a partir da incidência da luz sobre o filme. É esperar o inesperado.”
Já tive a oportunidade de aprender e fotografar com o Jorge Sato e posso afirmar que ele é um professor pardal da lomografia: inventa, troca peças, experimenta filmes, filtros e técnicas. Não é à toa que se transformou em um mestre da fotografia.
Obrigado por nos dar essa oportunidade inspiradora de apreciar o seu belíssimo trabalho.
Sobre Jorge Sato
Publicitário por formação e fotógrafo por experiência, Jorge Sato iniciou sua carreira, em 2006, trabalhando com a fine art, em que teve a oportunidade de conhecer o mercado de fotografia artística e sua dinâmica. Durante a trajetória para o desenvolvimento de um trabalho autoral, Sato entrou em contato com o mundo analógico – 35mm e, após um ano de experiência, o filme 120. Começou, então, a criar uma linguagem própria usando esse formato. “A Lomografia chegou em minha vida em 2008 como um meio de transição entre o digital e o analógico. Foi uma forma de suavizar essa mudança e experimentar as suas infinitas possibilidades criativas, tudo ao mesmo tempo.”
Para conhecer mais do trabalho do artista, visite http://www.jorgesato.com/
ART.AT.TÁTIL é uma exposição temporária que acontece na Tátil. Se você tiver tiver um trabalho autoral pra mostrar, fale com a gente!





Sensacional… Tátil Rio também quer! Movimento pró ponte aérea do Jorge Sato!
Marina querida! Claaaro que vamos mandar pro Rio, afinal de contas, é o tema da exposição!
oooba brigadão Tátil!!
Nós que agradecemos, Jorge!